31
janeiro

Não tem jeito, mulher! Se você quer eliminar uns quilinhos extras para estar com tudo em cima no próximo Carnaval, precisa rever seus hábitos alimentares e adotar um estilo de vida mais saudável e ativo! Portanto, algumas mudanças no cardápio podem ser os primeiros passos para você conquistar o shape que deseja!

Qual o tipo de gordura?

Você sabia que existem dois tipos de gordura abdominal? Isso mesmo: a visceral e a subcutânea. Ambas são significativamente nocivas à saúde, porém, o primeiro tipo é o mais preocupante, pois pode estar associado com o risco de desenvolvimento de algumas doenças e é mais comum em homens. Geralmente, são aquelas pessoas que têm o corpo em formato de “maçã”.  Já a gordura subcutânea, embora menos nociva, também tem seus efeitos adversos: localizada abaixo da pele, é mais visível e mais difícil de ser eliminada. Facilmente palpável, é responsável pela celulite e pelos temidos “pneuzinhos”, atinge mais as mulheres, deixando a silhueta com aspecto de “pêra”.

Sinal de alerta

De acordo com a nutricionista Sinara Menezes da Nature Center, uma medida simples pode ajudar a identificar quando este acúmulo representa um risco à saúde: “Com uma fita métrica, pode-se medir a circunferência da cintura na região próxima ao umbigo. Se essa medida ultrapassar 102cm para homens e 88cm para mulheres é hora de ligar o sinal de alerta para o sobrepeso.”

Os vilões da boa forma

  • Carboidratos refinados: alimentos à base de farinha branca possuem alto índice glicêmico, ou seja, causam picos de glicose no organismo. Como o organismo não consegue aproveitar toda essa glicose em forma de energia, acaba estocando o excesso em forma de gordura. Ex.: batata inglesa, arroz, massas e pães brancos são fontes de carboidratos simples, rapidamente absorvidos pelo organismo;
  • Doces: além de ser um carboidrato simples de altíssimo índice glicêmico, a sacarose estimula a liberação de neurotransmissores atuantes no centro de recompensa do cérebro, responsáveis pela sensação de bem estar ao degustar uma guloseima. Justamente por isso, quando estamos deprimidos, o organismo tende a “pedir” por alimentos açucarados. O problema é que esse círculo vicioso pode levar ao excesso de consumo e desestruturar a flora intestinal, causando distensão abdominal. É importante lembrar que a glicose excedente será armazenada como gordura no organismo;
  • Refrigerantes e bebidas alcoólicas: além de possuírem alta concentração de açúcar (nas versões tradicionais), causam a dilatação do volume abdominal. Já o álcool, além de irritar a mucosa estomacal causando inchaço, é rico em calorias (7 cal/grama) e aumenta liberação do cortisol – hormônio que também está relacionado ao acúmulo de gorduras.
  • Laticínios e outros alergênicos: pessoas que sofrem de intolerância à lactose podem sofrer de distensão abdominal, inchaço e flatulências devido ao consumo de derivados do leite. Da mesma forma, celíacos podem ter dificuldade de perder peso por consumirem alimentos com glúten. Neste caso é fundamental consultar um médico!
  • Produtos industrializados: de acordo com a nutricionista, alimentos industrializados são um dos maiores vilões pois podem conter muitos açúcares, sódio (que própria o inchaço), gorduras maléficas e outros elementos químicos que colocam a saúde em risco. Além disso, normalmente são enriquecidos com realçadores de sabor que estimulam o consumo além da conta;

Os aliados do abdômen chapado

  • Fibras: hortaliças, legumes, frutas e cereais integrais são ricos em fibras. As cascas, folhas e talos e grãos presentes nesses alimentos possuem uma estrutura complexa que exige mais trabalho do sistema digestivo para quebrar o alimento. Por retardarem o esvaziamento gástrico, prolongam a sensação de saciedade e auxiliam no controle do apetite.
  • Carboidratos complexos: de baixo índice glicêmico, esses alimentos liberam glicose de forma mais moderada, prolongando a oferta de energia e evitando a fome abrupta. Alimentos como a batata doce, a aveia, o arroz integral e o feijão nutrem o corpo e saciam por mais tempo.
  • Alimentos funcionais: alguns alimentos merecem destaque especial, pois além de nutritivos, oferecem benefícios à saúde. Para quem deseja potencializar a perda de gordura e manter a dieta sob controle, alimentos como a linhaça dourada, a chia e goji berry possuem propriedades que, além e auxiliarem no controle do apetite, aceleram o metabolismo favorecendo a lipólise (queima de gordura). Neste mesmo âmbito encontra-se o famoso chá verde, conhecido por suas propriedades antioxidantes e termogênicas.
  • Água: além de ser essencial para manter as funções básicas do organismo, quando se aumenta o consumo de fibras é primordial hidratar-se bem para que elas não provoquem o efeito contrário do desejado, causando inchaço abdominal! A água possui efeito desintoxicante no organismo, auxiliando a eliminar as impurezas acumuladas que causam diversos efeitos maléficos ao corpo, dentre eles, a constipação.

De acordo com a nutricionista, o mais importante para quem deseja reduzir a gordura abdominal é ter em mente que o corpo não emagrece exclusivamente em uma região – salvo os procedimentos cirúrgicos, nenhuma medida é capaz de reduzir a gordura localizada de forma significativa. Portanto “seguir uma dieta hipocalórica, reduzindo a ingestão de calorias vai culminar num emagrecimento em todo o corpo, inclusive no abdômen”, explica a nutricionista que orienta: “o desejo de reduzir a barriguinha deve ser uma decisão apoiada por outras mudanças a longo prazo que trarão muitos benefícios à saúde”. Por isso, antes de sair por aí fazendo uma dieta maluca ou cheia de restrições, a dica é consultar sempre um nutricionista para traçar o melhor cardápio para você conquistar seus objetivos e manter sua saúde em dia!

Mudança de hábitos

O emagrecimento ocorre de forma sistêmica, basicamente quando consumimos menos calóricas do que gastamos diariamente. Porém, de acordo com a nutricionista, as calorias não devem ser o único ponto observado na alimentação “Emagrecer de forma saudável e definitiva envolve uma mudança de hábitos que inclui reeducação alimentar e um novo estilo de vida.” Ou seja, seguir dietas radicais não dão resultando efetivo, o ideal é investir em refeições balanceadas, regulares e ricas em alimentos naturais “Seguir uma alimentação de qualidade, além de manter o corpo nutrido, beneficia o controle do apetite – que é tão importante numa dieta de emagrecimento. Justamente por isso, comer a cada 3 horas é fundamental, para que o indivíduo não sinta fome repentina e acabe exagerando no prato.”

Fuja do sedentarismo

Outro ponto indispensável para conquistar o abdômen sequinho é investir na atividade física. Ainda que a alimentação seja um ponto chave, os exercícios podem acelerar a perda de gordura e aumentar o tônus muscular, dando uma aparência mais bonita à região. Além disso, sair do sedentarismo é essencial para reduzir o risco de doenças e fortalecer o organismo. Contudo, engana-se quem imagina que o ideal seja fazer longas séries de abdominal – ainda que exercícios musculares desse tipo sejam importantes para fortalecer os tecidos, os exercícios aeróbicos são os mais potentes para queima de gordura, além de fortalecerem o aparelho cardiovascular. Porém é importante lembrar: tanto para mudanças na dieta quanto para a realização de atividades físicas, busque sempre auxílio de um profissional de saúde! Combinado?

Beijos, beijos,

Mari Saad

 

Fonte: Nature Center

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